Embaixada da Guiana

O SETOR

O terreno onde será desenvolvido o projeto da Embaixada da Guiana está situado no extremo do Setor de Embaixa- das Sul, junto ao terreno onde já está em funcionamento o complexo da Embaixada da China. Este local é muito próximo da via L4, caracterizada como uma importante via no complexo viário de Brasília.

Lembramos também que a atual estação de tratamento de esgoto Sul muitas vezes polui o ar da região com seu mal cheiro proveniente do sistema de tratamento. Este fato ocorrerá até a reforma e modernização de suas instalações.

Também funcionam próximo ao terreno da Embaixada da Guiana, a Embaixada da China, a Universidade Unieuro, o Setor de Grandes Áreas Sul, além do assentamento urbano denominado Vila Telebrasília, a qual já está incorporada a malha urbana da cidade.

O TERRENO

O terreno de propriedade da Embaixada da Guiana, tem dimensões generosas: são 250,00m x 100,00m, ou seja 2,5 hectares. Este terreno com estas proporções, dependendo daquilo que se propõe para construir, se mostra um lote de grandes dimensões, de bela vista e está hoje praticamente coberto com uma vegetação rasteira e não mostra áreas arborizadas que poderiam ser preservadas.

O PARTIDO

O partido arquitetônico adotado no projeto para os edifícios, conforme estabelece o programa arquitetônico forneci- do pela embaixada, abrigarão: quatro apartamentos para diplomatas, a residência oficial da Embaixada e a chancelaria / consulado.

Três platôs foram concebidos para o desenho final do lote, partindo do extremo superior cuja entrada independente se faz pela via L3 e cujo platô está a 1,5m abaixo do nível do meio fio da via e este local será destinado para a construção dos 4 apartamentos de diplomatas com acesso independente. Deste platô pode-se chegar ao platô intermediário cuja cota é 4.50m abaixo da via L3, e neste local será edificada a residência oficial do embaixador, e por último 1,50m acima do estacionamento principal do lote ficará o terceiro platô local onde está sendo proposto o edifício da chancelaria e consulado.

Achamos que o conjunto das edificações deveriam formar uma grande área construída contínua e oblíqua ao terreno, gerando uma forma dinâmica espacial mais interessante para o conjunto arquitetônico. Este conjunto linear edificado na área central do terreno permitiria a conservação do terreno natural do cerrado em ambos os seus lados.

Uma via privativa deveria cortar o terreno no sentido longitudinal e seu traçado deveria ser definido pelos edifícios da Embaixada, unindo assim todas estas funções que formam o complexo arquitetônico proposto.
Este grande edifício linear, onde apresentar construções, foi pensado sempre elevado do solo pelo menos 50 cm.

A cobertura contínua em aço com isolamento térmico-acústico, apoiado sobre estruturas convencionais de concreto, entremeada com pergolados, irão sem dúvida baratear o custo da construção. Vale lembrar que, apesar da edificação final se caracterizar por um grande edifício linear, o mesmo poderá ser executado por etapas dependendo dos recursos financeiros destinados para a construção.

Local: Distrito Federal
Cliente: Governo da República Cooperatista da Guiana
Data do projeto: 2017
Área do projeto: 3.973m²
Equipe: Sérgio Roberto Parada Arquitetos Associados - Sérgio Parada, Rodrigo Biavati, Felipe Miranda e Thais Losi (autores), Filipe Bresciani, Julia Gratone e Rayan de Sant'anna (colaboradores).
Projeto em coautoria com 1:1 Arquitetura / Design

Cliente: Governo da República Cooperativista da Guiana
Tipologia: Institucional
Construção: 3.973m²
Brasília/DF - 2017